
O Oficial de Justiça Gustavo Paraiso Dalvi trafegava por uma estrada de barro para cumprir o mandado judicial em Povoação, distrito de Linhares, sob chuva. O carro acabou atolando e, ao tentar manobrar para frente e para trás para sair do lamaçal, o veículo superaqueceu, começou a fazer barulho e parou de vez.
O Incêndio
Como relatou o Oficial de Justiça ao SINDIOFICIAIS-ES, em apenas um minuto, surgiu uma fumaça branca que logo se tornou preta. Então ele só teve tempo apenas de pegar sua bolsa de trabalho (onde estavam os mandados a cumprir) no porta-malas antes das chamas começarem. O carro, que estava com o tanque cheio, foi completamente consumido pelo fogo em cerca de 18 minutos.
Devido à dificuldade de comunicação, pois o local não tinha sinal de celular, Gustavo Dalvi precisou caminhar cerca de 1 km para conseguir pedir ajuda.
Apesar do susto e da sensação de impotência de ver um bem ser consumido pelo fogo, o Oficial de Justiça não se feriu, mas ficou o trauma psicológico de ter saído do carro momentos antes de uma possível explosão.
Especificidade da profissão
Diferente de outras carreiras públicas, o Oficial de Justiça utiliza o próprio carro para o trabalho, arcando com a depreciação e riscos de manutenção pesada (como o caso do incêndio). Enfrentar estradas de terra, áreas de risco e locais isolados sem sinal de comunicação é uma constante, principalmente para aqueles que trabalham no interior do Estado.
O SINDIOFICIAIS-ES se solidariza com o colega Oficial de Justiça, Gustavo Dalvi, e lembra que sem esses profissionais, a decisão do juiz seria apenas um papel. É o oficial que garante que o cidadão, mesmo no interior mais remoto, tome ciência de seus direitos ou deveres.
É sempre bom ressaltar que o Oficial de Justiça é o elo entre a Lei e o cidadão.